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O Mundo é mesmo tão grande?

Por Luiz Delicato
Nossos problemas são tão pequenos perto de problemas mundiais, e nós, apenas meros indivíduos, somos tão pequenos perto do nosso querido país... Nosso país também é pequeno perto de todo nosso continente e da nossa bela Terra! Porém, e a Terra? Ela é mesmo tão grande como pensamos?


Como dizem os professores de física, tudo depende de algum referencial. Dependendo do que tomarmos como referência, a Terra pode ser apenas como um grão de areia em uma praia!

A incrível Via-Láctea


Como sabemos, nossa amada Terra fica no Sistema Sola, um sistema muito particular e difícil de ser encontrado. Nosso planeta é um dos menores desse sistema, que, por sua vez, fica em uma galáxia, a Via-Láctea.
>>> Por quê o termo Via-Láctea?
Isso mesmo, o termo “Via-Láctea” vem do “leite”. Ele vem dos gregos antigos, que a viam como um “caminho de leite” no céu. Porém, é encontrada nas mais diversas culturas com os mais diversos nomes.
A nossa galáxia tem forma de espiral e há um núcleo bem ao seu centro. Nesse núcleo encontra-se um buraco negro supermassivo (do qual falarei abaixo) conhecido como Sargittarius A. A nossa galáxia fica girando em volta desse centro, com seus longos “braços” curvados cercando o disco central. Em um desses “braços” fica o nosso Sistema Solar.

O buraco negro não pôde ser fotografado – caso você não saiba, buracos negros sugam toda a luz ao seu redor, então é impossível tirar uma foto direta dele, como explicarei mais abaixo. Mas os astrônomos “deduziram” a sua existência analisando a velocidade e o movimento de estrelas próximas ao centro da galáxia – elas seriam afetadas pela força gravitacional do buraco negro.

Na foto ao lado (clique para ampliar), é possível ver a nossa galáxia de diferentes modos. De cima para baixo, ela está representada respectivamente em:

> Ondas de rádio (408 MHz)

> Hidrogênio atômico
> Ondas de rádio (2.5 GHz)
> Hidrogênio molecular
> Infravermelho
> Meio-Infravermelho
> Infravermelho próximo
> Luz visível
> Raio-X
> Raios Gama

Até aqui, já percebemos que a Terra não é tão grande assim, não é? E podemos até achar que nossa galáxia é imensamente grande, porém será ela assim tão grande?

O Grande Universo


A foto ao lado é uma imagem em infravermelho do universo que podemos captar. Já pensaram no quão grande é o universo? Até esses dias também não o imaginava, porém esse pensamento fez mudar totalmente a minha noção de tamanho!

Talvez nem seja possível imaginar uma coisa tão grande assim. Talvez nunca seremos capazes. Ele é tão imenso que ainda não temos provas se ele é ou não finito, a única informação que temos é que ele está em constante aumento. Como seria possível uma “coisa” tão grande assim aumentar mais ainda?! Além de infinito (ou constantemente crescente) é repleto de sinistras estrelas, poeiras, nebulosas e muitas outras coisas estranhas e inimagináveis. Abaixo, tentarei explicar um pouco desse “universo de coisas”.

Sistemas e planetas


Há poucos (até hoje foram encontrados apenas 4!) sistemas parecidos com o nosso. Também há poucos planetas que poderiam (ou podem...) ter condições para uma vida, como o planeta Kepler-22b (imagem abaixo). Na verdade, o telescópio Kepler da NASA, a agência espacial norte-americana, confirmou ter encontrado o primeiro planeta em uma “zona habitável” do espaço, capaz de ter água líquida na superfície, o que propiciaria até mesmo vida humana. O Kepler também encontrou mais de mil corpos celestes que podem ser planetas. Dez deles tem o mesmo tamanho que a Terra e orbitam ao redor de uma estrela quente como o Sol. Imagine que incrível morarmos em outro planeta! É claro que isso é só uma imaginação, e ainda não podemos ir para outros planetas, porém quem sabe algum dia?


Além de planetas, também existem luas, como uma das luas de Saturno, que também são habitáveis por seres vivos por possuírem água, oxigênio e temperaturas ideais.
Será que os extraterrestres precisam das mesmas condições que nós?
E se aqueles “alienígenas verdes” com “supertecnologia” não precisarem de água, oxigênio e outras substâncias para sobreviver? Será que eles não aguentam temperaturas maiores que as nossas? Ou talvez vivem “congelados”? São as perguntas que movem nossa sociedade, para buscarem novas respostas para essas questões. Porém, se existem ou não E.T.s, essa questão ainda é um mistério para nós.

As Nebulosas


As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma (como já dissemos no post sobre plasma). São constantemente regiões de formação estelar, como a Nebulosa da Águia. Esta nebulosa forma uma das mais belas e famosas fotos da NASA, "Os Pilares da Criação" (veja foto abaixo). Como o processo de formação das estrelas é muito violento, os restos de materiais lançados ao espaço por ocasião da grande explosão formam um grande número de planetas e de sistemas planetários.

Existem vários tipos de nebulosas e todas elas são muito lindas e magníficas de se ver, porém sobre esse assunto eu escrevo outro dia.


Os Buracos Negros


O buraco negro, para mim, é um dos mais interessantes fenômenos da astronomia, por esse motivo, a explicação sobre ele será um pouco maior, porém muito interessante! A imagem ao lado é uma concepção artística de um deles.

A primeira ideia sobre a possibilidade da existência de buracos negros surgiu em 1783, quando John Michell, um astrônomo inglês, propôs que poderiam existir estrelas tão densas que seriam incapazes de emitir luz, na época chamada de estrelas escuras.

Michell argumentou que se atirarmos uma partícula verticalmente para cima sua subida será retardada pela gravidade e cairá. No entanto, se a velocidade inicial for maior que um valor crítico denominado velocidade de escape, a gravidade não terá força suficiente para deter a partícula e ela escapará.

A velocidade da luz (3.10-5 km/s) é mais que suficiente para escapar da Terra ou do Sol, cujas velocidades de escape são aproximadamente 12 km/s e 100 km/s respectivamente. Essas estrelas, com massa superior à do Sol e velocidade de escape superior à velocidade da luz, não poderiam ser vistas, pois qualquer feixe de luz seria puxado de volta pela força da gravidade.

A ideia de Michell baseava-se na física newtoniana, onde o tempo era absoluto e independente. Einstein, em sua teoria, equaciona a gravidade com curvatura do espaço-tempo em torno de corpos maciços. Essa curvatura é de grande importância para corpos com grande massa como estrelas e planetas. A força da gravidade, nesses corpos, pode desviar a trajetória de partículas como a luz. A Teoria da Relatividade Geral também prevê que o tempo passa mais devagar em campos gravitacionais intensos.

A Teoria da Relatividade prevê que o campo gravitacional de um buraco negro gere curvaturas acentuadas no espaço-tempo. O centro do buraco negro está na ponta do cone.

Em 1916, Karl Schwarzschild encontrou a solução das equações de campo da relatividade geral que representava um buraco negro. Pelas equações de Einstein ele descobriu que uma estrela extremamente densa poderia se contrair até virar uma singularidade. No entanto sua ideia foi ignorada durante anos até que em 1939 os físicos Hartland Snyder e Robert Oppenheimer (o pai da bomba atômica) publicaram um artigo mais completo insinuando que o colapso da estrela formaria um horizonte de eventos e uma singularidade.

>>> SUA CRIAÇÃO

Oppenheimer, Volkoff e Tolman propuseram, pouco antes da Segunda Guerra Mundial que as estrelas de nêutrons têm massa critica entre 1,5 e 3 massas solares. Núcleos estelares mais encorpados continuarão a se contrair até que sua gravidade fique cada vez mais forte que criará um buraco negro.

>>> O PRIMEIRO DETECTADO

Foi John Wheeler, em 1969, quem finalmente criou o termo buraco negro. Com a ideia popularizada, em 1970, cientistas americanos colocaram em órbita um novo satélite, o Uhuru que capta fontes de raios X intensos. Em diversas vezes a fonte era uma estrela de nêutrons extraindo gás de sua dupla. Signus X-1 era diferente. Seu sistema era uma estrela azul, quente, imensa e com massa de quase 30 vezes a do Sol, girando ao redor de um objeto invisível com massa de 10 sóis. O objeto invisível deve ser um buraco negro. Primeiro dos muitos que vêm sendo detectados.

Para detectá-los, há um processo em que os cientistas observam a atividade de outros fenômenos que ficam ao seu redor.

>>> RESUMO

Os buracos negros absorvem tudo o que está por perto. Até a luz, que tem a velocidade mais alta que existe, não escapa desse incrível “absorvedor de coisas”! Muitos acreditam que, dentro desses buracos, há vários buracos de minhoca, que levam tudo até outro universo, muito diferente do nosso, um “universo paralelo”.

Teorias Malucas...
Você acha que as teorias dos astrofísicos são malucas? Espere até ler essa: um físico está tentando provar que nosso universo fica no interior de um “buraco de minhoca” e esse estaria em um buraco negro que, por sua vez, faria parte de um universo muito maior!

Concluindo...


Acho que agora podemos concluir: O Mundo, nossa casa, é mesmo tão grande? Acho que depende de como pensarmos. Se observarmos, todos sabemos que cada um tem o seu jeito, o seu estilo e o seu pensamento, e a Terra, como as pessoas, tem suas próprias características inigualáveis. Porém, o universo é tão grande, mas tão grande que não podemos concluir, afinal, nada! Não podemos dizer que a Terra é pequena que alguém dirá: “Mas e os seus tantos e tantos quilômetros?”. Mas também não podemos dizer que ela é muito grande que alguém dirá: “Mas e o universo e todas as suas estrelas, sistemas, galáxias, planetas e tantas outras coisas, como fica?”.

Diremos então que não há um tamanho definido para as coisas, você pensará do jeito que quiser. Aliás, se não tivermos imaginação e muitas e muitas perguntas, hoje não estaríamos aqui, pois mesmo sem saber se um dia chegaremos a todas as respostas, ainda estamos atrás delas.

Espero que eu tenha ajudado você e o feito entender um pouco sobre astronomia. Estarei, logo mais, postando algo mais sobre o assunto. Se tiver alguma dúvida ou pergunta, entre em contato conosco:
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